MP aponta irrigação de contas de ex-dirigentes do Inter na gestão Piffero

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O Ministério Público apontou que empresários irrigaram contas de ex-dirigentes do Inter na gestão Piffero. Segundo o MP, em dezembro de 2015, cinco dias após ser contratado pelo Inter e receber R$ 150 mil de “luvas”, fora salários e direitos de imagem, familiares do lateral direito Paulo Cézar Magalhães “recompensaram” o então vice de futebol, Carlos Pellegrini, depositando R$ 30 mil em sua conta bancária no Banrisul. Porém, o caso não é isolado, de acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

Trata-se, na verdade, de um modo de operação que tornou-se rotina no departamento de futebol colorado durante a gestão do presidente Vitorio Piffero (2015/2016) e que envolveu outros empresários, entre eles Giuliano Bertolucci, considerado um dos mais importantes do futebol mundial, Fernando Otto e Rogério Braun, acostumados a fazer negócios com a dupla Gre-Nal.

Os investigadores, com autorização da Justiça, quebraram o sigilo bancário dos envolvidos entre os dias 30 de junho de 2014 e 1º de julho de 2017. Portanto, incluindo alguns meses imediatamente anteriores e outros imediatamente após o fim da gestão de Piffero. No período, encontraram uma série de depósitos e transferências de contas ligadas aos empresários ou deles próprios para Pellegrini – e também a outros dirigentes – pouco antes ou logo depois a realização de qualquer tipo de negociação envolvendo o departamento de futebol do clube, como contratação, venda ou renovação de contrato.

Segundo a apuração do MP, Bertolucci fez transferências e depósitos, usando a própria conta bancária, a da empresa ou até de “laranjas”, diretamente ou passando pela conta de terceiros, para Piffero, Pellegrini e para o então vice de administração, Alexandre Limeira.

(Foto: Divulgação)

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