RETOMADA DAS VENDAS

Levantamento do Ibravin mostra crescimento de vendas em 2017

ROGéRIO COSTA ARANTES -     
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Um segundo semestre melhor que o primeiro fez com que 2017 fosse considerado o ano da retomada das vendas de vinhos, espumantes, sucos e outros derivados de uva no Brasil. De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o setor vitivinícola terminou 2017 com dados positivos, apresentando crescimento de 5,67% nas vendas no mercado interno. No total, foram comercializados 363.184.941 litros.

Em volume, as maiores vendas foram de vinhos tranquilos, com 189,3 milhões de litros comercializados no ano passado, o que representa um crescimento de 2,19% em relação ao ano anterior. A venda de espumantes cresceu 3,22% na comparação com 2016, o que representou a comercialização de 17,4 milhões de litros. Mas o maior crescimento foi verificado na venda de sucos 100% prontos para consumo, com um aumento de 16% e um total de 109 milhões de litros vendidos.

Setor pleiteia retirada da Substituição Tributária para ampliar participação do vinho brasileiro no mercado interno (Foto: Dandy Marchetti/ especial)

O início do ano foi bem difícil, pois vínhamos de uma quebra de safra recorde, que aumentou os custos de produção, diminuiu a oferta de produtos, junto com uma crise econômica e política que deixou o mercado bastante retraído. Essa conjuntura começou a se dissipar apenas a partir do terceiro trimestre”, comemora o presidente de Ibravin, Oscar Ló.

Com o resultado, no mercado doméstico, os rótulos nacionais mantiveram a participação de 61,5% nas vendas de vinhos e de 71% nos espumantes. Somando as vendas dos produtos brasileiros com os volumes de importação, o mercado de vinhos ampliou em 13%. No ano passado, ingressaram no país aproximadamente 125,8 milhões de litros de vinhos e espumantes, representando alta de 36,6% ante 2016. O suco de uva, por sua vez, recuou 18,7%, com o ingresso de 226,5 mil litros.

Para esse ano, a perspectiva é de ampliação dos resultados positivos iniciados no último trimestre de 2017 devido à normalização dos estoques e aos produtos elaborados a partir da safra 2018, considerada de excelência em qualidade.

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