INICIATIVA

Jovem tenta reerguer Laçador F. C., um dos grandes do futebol amador caxiense

RICARDO DE SOUZA -     
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Recuperar a história de um dos mais tradicionais times do futebol amador de Caxias do Sul e integrá-lo novamente à comunidade. Esse é o objetivo do jovem Glauber Tiago Dal Paz, de 25 anos, morador do bairro De Lazzer. Desde o início de 2018, Dal Paz reuniu um grupo de amigos para reerguer o Laçador Futebol Clube, que não disputa uma competição pelo futebol amador desde 2007. O clube, fundado em 25 de Fevereiro de 1966, se manteve por muito tempo filiado à Federação Gaúcha de Futebol como time amador e chegou a disputar um amistoso oficial com o Sapucaiense, clube que já jogou o Campeonato Gaúcho e hoje  está na Divisão de Acesso.

Glauber Dal Paz trabalha desde o início de 2018 para recuperar história e reescrever novos capítulos do Laçador F. C. (Fotos: Ricardo de Souza/Grupo RSCOM)

A principal conquista do Laçador F. C. para a comunidade da região do bairro De Lazzer foi a construção de um campo de futebol, que durante muito tempo foi a sede do clube. Desde 2007, no entanto, o local estava abandonado. Segundo Dal Paz, o objetivo é resgatar o espaço. “Um dos principais motivos de eu ter tomado essa iniciativa foi a questão de como se encontrava a situação do campo e também pela situação da sociedade. As pessoas procuraram valorizar muito bens materiais, a si próprio, e não pensa no social, no comunitário. É uma pena que uma área comunitária como essa tenha ficado por tanto tempo largada”, afirma.

Como o time está em fase de reformulação, a equipe pretende disputar apenas amistosos ao longo de 2018. A ideia é primeiro criar uma estrutura e um grupo de atletas para depois voltar a jogar campeonatos do futebol amador caxiense. “A gente está começando a reformar principalmente a parte extracampo. Mostrando que o Laçador existe, que o Laçador não morreu. É uma herança que existe desde 1966 e está viva ainda”, destaca Dal Paz.

A nova Sede do Clube, de forma provisória, está localizada no bairro Rio Branco, na rua Miguel Moratore, junto a uma barberia. No local, é possível ver um pouco da história vencedora da equipe caxiense, com troféus e camisetas antigas do time.

Jantar de Integração e a questão financeira

A tarefa árdua de reconstruir um clube de futebol, mesmo que amador, e reformar uma área comunitária depende de uma série de fatores. Uma das questões que se coloca neste momento é a financeira. Como o time ainda está em reformulação, boa parte da verba para a reconstrução do time sai do bolso dos próprios atletas. Neste sábado, dia 17, a equipe vai promover um jantar de integração no Salão do São João Nepomuceno, no bairro Santa Corona. O ingresso custa R$ 35 e o cardápio inclui macarrão, salsichão, galeto, salda e maionese, com vinho e café inclusos. O objetivo é utilizar os recursos para a reforma do campo que será utilizado pela equipe, no bairro De Lazzer. A nova diretoria também busca parcerias nesse projeto. “A gente está indo devagar e com o tempo as coisas vão aparecendo. Um patrocinador, colaborador, uma doação. É uma coisa que vai ligando à outra”, explica Dal Paz.

A história do Laçador

Fundado em 25 de Fevereiro de 1966 por um grupo de amigos, moradores do Bairro Presidente Vargas e vizinhança, o Laçador Futebol Clube, este time de futebol amador de Caxias do Sul-RS, teve como sua primeira sede o campo de futebol em terreno pertencente a família Viezzer, que localizava-se onde hoje se encontra o Ginásio de Esportes III – Poliesportivo da UCS, Universidade de Caxias do Sul, próximo do antigo e historicamente mais recente Teatro de Lona.

(Arquivo Pessoal/Divulgação)

Seus fundadores foram Antoninho Baldissera, Pedro Pagno, Agenor Pagno, Livinho, Adolfo Fogaça e Denis Tomazoni, esses membros revesaram a diretoria do time e funções administrativas por um longo tempo. Os jogadores do time possuiam idades variadas entre 30 a 55 anos de idade, em alguns poucos raros casos um filho de algum dos membros jogou antes da maioridade como é o caso de Ademir Tomazoni, filho de Denis, Cidenei Pagno, filho de Pedro e Clademir Antonio Baldissera, filho de Antoninho. No principio ocorreu a hipótese de alterar o nome do time, alguns nomes foram levantados como Atlântico, por exemplo, mas não chegaram a ir adiante. naquela época, ( jogavam com bolas de futebol feitas de couro), havia muita carência de opções de material esportivo e muitas vezes o fardamento era feito com as cores que a fabricante dispunha ou de doações de farda, no fim foi predominante o fardamento de cor azul e branco. Para continuar lendo, clique aqui. 

 

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