Governo estuda enviar proposta única de reforma da Previdência

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O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse na tarde de sexta-feira (11) que a tendência do governo é apresentar uma única proposta de reforma da Previdência para o Congresso. Com isso, não seriam levadas propostas avulsas para categorias específicas. “Estamos discutindo dentro da equipe técnica e a tendência é uma única proposta preparando o sistema para o futuro. É a tendência nesse momento”, disse o ministro após solenidade no Clube do Exército.

Isso não significa que os militares serão incluídos na reforma preparada pelo governo Jair Bolsonaro. A possibilidade ainda está em estudo pela equipe técnica coordenada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, que assumiu o posto nesta segunda-feira, é contrário à inclusão dos militares na reforma da Previdência.

Na opinião do general, o sistema previdenciário das Forças Armadas não deveria ser modificado na reforma da Previdência. “A intenção minha, como comandante do Exército, se me perguntarem, [é que] nós não devemos modificar o nosso sistema”.

Segundo Lorenzoni, haverá uma “reunião preparatória” na próxima segunda-feira (14) para tratar da reforma, mas a proposta só será levada para apreciação do presidente na semana seguinte. Ele acrescentou que o governo trabalha por uma reforma que “não sacrifique ninguém”.

“Queremos uma reforma que não sacrifique ninguém. Onde salvemos o sistema previdenciário brasileiro, que seja possível o equilíbrio fiscal do Brasil. Vamos apresentar uma reforma que, ao mesmo tempo, permita o equilíbrio fiscal mas é fraterna, tem olhar humano para todos os brasileiros”.

Medidas provisórias
O ministro também disse que as medidas provisórias sobre flexibilização do posse de armas e de combate a fraudes previdenciárias devem sair no início da próxima semana. Segundo ele, os textos estão “nos ajustes finais”.

fonte: agência brasil – ebc

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  1. A “reforma da previdência” é mais um golpe duro nos direitos dos trabalhadores, segurados e dependentes do INSS. Tem – se repetido como um mantra uma mentira para justificar a reforma, citando o “deficit da Previdência”, uma mentira que não se sustenta.
    A Previdência NÃO É DEFICITÁRIA, como já ficou provado com o estudo da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (UNAFISCO), com a tese de Doutorado da Doutora Denise Lobo Gentil, trabalho exaustivo e muito bem embasado.
    Também a CPI da Previdência criada pelo Senado Federal e pelo Senador Paulo Paim esclareceu que a Previdencia é superavitária em centenas de bilhoes de reais.
    O deficit é ocasionado por manobras por parte do governo que omite receitas e também retira via DRU (Desvinculação das Receitas da União) um percentual de 30% das receitas previdenciárias.
    Também é importante frisar que os 500 maiores devedores do INSS devem mais de R$ 500 bilhões aos cofres do INSS e não são cobrados.
    E para provar que tal “reforma” é um golpe, tem categorias que vão ser privilegiadas nessa reforma, tais como os militares, os políticos e o Judiciário, enfim os mesmos de sempre.
    Apenas para deixar patente o privilégio absurdo e injustificável o presidente, se aposentou em um processo nebuloso, para dizer o mínimo, com 33 anos de idade, se aposentou como deputado depois de uma carreira totalmente inútil na câmara dos deputados, sem qualquer projeto aprovado. Com o salário de presidente receberá mensalmente a mixaria de pouco mais de R$ 60.000,00. Como se vê os privilegiados continuam privilegiados.
    Nossa aposentadoria dos meros mortais é que vão quebrar o País.
    Resistir é necessário.

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