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Projetos ligados à fauna marinha no Litoral Norte gaúcho receberão apoio de fundação

Os projetos “Como virar Torres para o mar?” e “Botos da Barra”, do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, estão entre as 19 ações selecionadas para receber apoio financeiro da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná.

As instituições vão destinar R$ 3,7 milhões para iniciativas inovadoras que ajudem a solucionar os desafios do oceano e das cidades que formam a costa brasileira.

As duas ações gaúchas foram destaques no Camp Oceano, um processo de cocriação de projetos. Foram três etapas até a escolha dos vencedores. Para serem classificados, as iniciativas precisavam responder, pelo menos, a um dos três desafios: fomentar o turismo responsável, conservando a biodiversidade; reduzir a poluição no oceano e incidentes ambientais; e mitigar os efeitos da crise climática nas cidades costeiras.

Botos da Barra

O projeto “Botos da Barra”, de Tramandaí e Imbé, está relacionado ao ecoturismo referente à pesca cooperativa, interação entre pescadores e botos no Rio Tramandaí. Além do monitoramento que eles já realizam, a proposta é trabalhar com o turismo de base comunitária, capacitando a comunidade local para atuar nesse nicho.

“É uma continuidade do Botos da Barra, mas com um viés mais voltado pra uma solução pra colocar a pesca cooperativa na sociedade”, explica Ignacio Moreno, coordenador do projeto e professor do Centro de Estudos Costeiros Liminológicos e Marinhos (Ceclimar /UFRGS). O objetivo é que a atividade possa gerar recursos para a comunidade e para as pessoas do Litoral Norte como um todo.

“Nós vamos trabalhar com o turismo de base comunitária, ou seja, capacitar as pessoas daqui para que elas possam vender este produto. Nós vamos ter, por exemplo, capacitação para pescadores para que eles possam conversar com os turistas, explicar como funciona a pesca cooperativa”, explicou Ignacio.

Ilha do Lobos

Projeto avaliará aproximação de embarcações turísticas da Ilha do Lobos. (Foto: Natalia Berchieri / Gemars)

Já o projeto “Como virar Torres para o mar?” também incentiva a o turismo responsável, mas através da conservação da biodiversidade. A proposta é implementar uma atividade turística sustentável e inclusiva por meio da observação embarcada e virtual da fauna marinha.

A região faz parte de uma unidade de conservação de refúgio da vida silvestre dos lobos e leões-marinhos, mas ainda não tem legislação definitiva sobre a aproximação de embarcações turísticas nem um plano de manejo dos animais na Ilha do Lobos, a dois quilômetros da costa.

Neste caso, um modelo tridimensional virtual da ilha será criado como parte da solução. O investimento no projeto é de aproximadamente R$ 180.000. A expectativa é de que a observação com aproximação de embarcações da ilha atraia 5 mil turistas por ano até Torres, de acordo com a secretaria de Turismo municipal.

“Espera-se definir a distância mínima, que não interfira no comportamento dos lobos e leões-marinhos, mas que permita ainda a observação desses animais com segurança e satisfação para os turistas. Este teste será feito com drone e, a partir da avaliação do comportamento dos lobos e leões-marinhos com a aproximação da embarcação”, explicou Larissa Rosa de Oliveira, pesquisadora do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars) e da Unisinos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu 2021 é o primeiro ano da Década do Oceano, que acontece até 2030. Por isso, o tema central do Camp Oceano. Os projetos podem ser executados entre 12 e 36 meses a partir do ano que vem. Além do Rio Grande do Sul, propostas de outros 10 estados brasileiros foram selecionadas. Todas as iniciativas podem ser conferidas aqui.

Informações: Litoral na Rede

Luiza Fim

Curiosa pelo mundo e apaixonada em comunicar. Vieses e cotidianos caxienses.

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