“Farroupilha ainda não vive a guerra entre facções”, diz major da BM

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Juliano concedeu entrevista ao comunicador Sinval Paim (Foto: Daniela Pozza/Grupo RSCOM)

O subcomandante do 36° Batalhão da Brigada Militar de Farroupilha, major Juliano Amaral, concedeu uma entrevista à Rádio Viva na manhã desta terça-feira (09). Durante o programa “Bom Dia Trabalhador”, ele falou sobre o atual momento da segurança pública na cidade e destacou que Farroupilha ainda não vive uma guerra entre facções criminosas como Caxias do Sul, por exemplo.

Para o major, o que ocorre em Farroupilha são mortes envolvendo desacertos por conta tráfico de drogas. Apesar disso, ele diz que a BM está atenta as movimentações das facções na Serra.

“Eles tentam vir pra cá, mas nós, com nosso trabalho, com nosso setor de informações, de inteligência e com o apoio da comunidade sempre nos subsidiando com dados, estamos realizando nosso trabalho. Toda a semana temos prisões por envolvimento com o tráfico, apreensão de drogas, um trabalho bem focado da nossa corporação”, diz.

Juliano ressalta que a grande preocupação da Brigada Militar é o forte armamento nas ruas e nas mãos dos bandidos. Evitar ações como a da última sexta-feira (5), no bairro São José, em que homens passaram na Rua Antônio Covolan e dispararam mais de 50 vezes contra residências, matando uma pessoa e ferindo outra, é um dos focos principais da Brigada Militar na Serra Gaúcha. Acredita-se que o caso de Farroupilha tenha relação com a ação feita por bandidos na mesma noite em Caxias do Sul.

O major também comentou as ações relacionadas à segurança da mulher na cidade. Segundo ele, nem toda a vítima registra a ocorrência policial. Apesar de Farroupilha não registrar nenhum feminicídio nos últimos anos, a Patrulha Maria da Penha, instaurada na cidade desde 2018, acompanha 54 mulheres farroupilhenses vítimas violência doméstica. A Patrulha realiza visitas às residências dessas mulheres e cria relatórios que são encaminhados para a Justiça.

Ele também comentou sobre a reclamação de alguns moradores sobre uma possível rispidez nas abordagens policiais. Conforme Amaral, é feito sempre um procedimento padrão pela polícia visando a segurança do cidadão e dos próprios agentes. Conforme Juliano, a base da relação policial com a comunidade deve ser o respeito entre ambas as partes.

Ele também divulgou um número de telefone para denúncias da população. As mensagens, via Wathsapp, podem ser enviadas para o (54) 99666.9278 com a garantia de anonimato. Além disso, ele diz que toda a informação recebida será analisada e respondida pela corporação.

Com relação aos últimos acontecimentos na cidade, o major garante que o trabalho da Brigada Militar está sendo feito.

“Estamos mobilizados com todo o nosso efetivo, com o Pelotão de Operações Especiais (POE) e com nosso setor de inteligência. Esperamos o quanto antes dar uma resposta à altura para a nossa comunidade. Temos a identificação dos grupos e estamos trabalhando para realizar as prisões e apreensões deste armamento para trazer de volta a sensação de segurança para a nossa cidade”, afirma.

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