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Ex-técnico do Ximangos é contratado para difundir o futebol americano na China

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O ex-head coach do Carlos Barbosa Ximangos, Paulo de Tarso Pillar, terá um novo desafio na carreira profissional dentro do Futebol Americano. No segundo semestre de 2018, o porto-alegrense viaja para a China, onde vai trabalhar com crianças de três a 12 anos de idade, difundindo o esporte no país mais populoso do mundo.

A oportunidade, de acordo com Tarso, surgiu ainda em 2016. Porém, agora, após conquistar mais experiência, irá para o continente asiático. O trabalho de um ano em Carlos Barbosa e praticamente dois anos em uma escola de desenvolvimento de atletas de jovens atletas em Porto Alegre, o credenciaram ainda mais para o cargo que irá ocupar na China. Inicialmente, em Xangai. Após, Pillar pode atuar em Pequim.

Após passagem pelo Ximangos, Tarso (em destaque) vai pra China (Foto: DM Photography/divulgação/arquivo pessoal)

A exportação de coachs gaúchos de futebol americano para fora do país, inclusive, vem chamando a atenção. Recentemente, Wesley Mota, ex-Juventude FA, foi contratado como técnico de recebedores do Guelfi Firenze, da Itália. No segundo semestre, ele retorna e irá comandar o Canoas Bulls. Já Tarso, irá inicialmente por um período de três meses, com possibilidade de renovação.

Confira o bate-papo com Paulo de Tarso Pillar

Como surgiu a oportunidade de trabalhar com o futebol americano na China?

“Em 2016, um treinador amigo meu estava indo e me perguntou sobre a disponibilidade de ir também. Participei do início do processo seletivo naquele ano, mas como tinha outros projetos aqui, inclusive de abrir a minha própria escola, acabei não dando seguimento. Este ano o convite voltou, fiz o processo seletivo todo em inglês, entrevistas e fui escolhido. Acho que chegou no momento certo, em que tenho maturidade suficiente para o momento”.

Como será o teu trabalho e de que forma tu encaras esse desafio de difundir o esporte no país mais populoso do mundo?

“Vou trabalhar com uma empresa voltada para o ensino do Futebol Americano para crianças de 3 a 12 anos que tem mais de 5 mil alunos em toda a China. São centros de excelência voltados para o aprendizado do esporte e que busca um impacto positivo no crescimento desses jovens através do esporte. Eu sou movido por desafios e persigo sempre a excelência, por mais que as vezes não consigamos chegar nela. Acho que essa valorização minha num país tão distante pode abrir portas pra muitos outros que queiram também explorar um país tão rico culturalmente como a China”.

No Rio Grande do Sul você teve atuação em times da região metropolitana e recentemente estava na Serra, no Carlos Barbosa Ximangos. Essa experiência adquirida em duas regiões de culturas diferentes vai te ajudar a se adaptar a um local desconhecido?

“Sem dúvida nenhuma. São regiões com pessoas e realidades completamente diferentes uma das outras. Eu acho que uma das minhas qualidades é conseguir me adaptar rapidamente aos lugares em que eu estou. Foi assim nos primeiros trabalhos em Porto Alegre e, em Barbosa, na segunda semana já me sentia em casa. Hoje em dia, num mundo tão globalizado como o nosso, talvez essa seja uma das grandes qualidades que os profissionais devem ter”.

Você rumo à China. Wesley Mota (ex-Juventude FA) na Itália, retornando em breve ao FA gaúcho. Como tu vês o crescimento do esporte no estado e a visibilidade que vem tendo, agora, fora do país?

“Acho que isso mostra que podemos também exportar talentos assim como estamos importando pessoas que tem um know-how maior do que o nosso. Eu estou indo para me tornar um treinador melhor, mas também quero evoluir como ser humano. Buscar essa excelência profissional e humana tem que ser uma constante, para quando oportunidades com essa chegarem estivermos aptos para encarar os desafios e responsabilidades, que não são poucas. Imagina para um pai Chinês deixar o seu filho com um Brasileiro para que ele lhe ensine Futebol Americano? Essa é a beleza do processo todo”.

No currículo, Tarso ainda comandou equipes como Porto Alegre Bulls e Restinga Redskulls, onde o trabalho na comunidade, além das quatro linhas do gramado, também chamou a atenção.

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