Mais de 600 apenados são mobilizados em ações de auxílio à população atingida pelas enchentes

Mão de obra prisional tem atuado em iniciativas como limpeza das cidades e organização de doações, entre outras

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16:05 - 27/05/2024

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Foto: Divulgação / Susepe

Desde o início de maio, a Polícia Penal, vinculada à Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), está mobilizando pessoas privadas de liberdade para ajudar a população afetada pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Até agora, mais de 600 apenados de 47 estabelecimentos prisionais foram ativados para diversas atividades, incluindo limpeza das cidades e produção de itens essenciais como camas, rodos, berços e casas para cães.

Esforço Coordenado para Reconstrução

O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Luiz Henrique Viana, afirmou que as ações continuarão enquanto necessário para a reconstrução do estado. “Assim como nas cheias do ano passado, a Polícia Penal, por meio dos seus servidores e apenados, está focada em auxiliar nas demandas que surgirem, atuando em prol das comunidades e com foco no suporte aos atingidos”, destacou.

Atividades de Apoio e Logística

Os apenados estão desempenhando um papel crucial na logística das doações recebidas. Eles ajudam na limpeza, descarregamento, triagem, organização e distribuição de donativos. Estas atividades são coordenadas por servidores penitenciários e incluem a participação de pessoas privadas de liberdade de diversos institutos penais e presídios de várias cidades do estado.

Limpeza Urbana e Apoio Local

Além da logística de doações, os apenados estão envolvidos na limpeza de ruas e prédios públicos em várias cidades, incluindo Taquara, Igrejinha, Parobé, Canoas, Nova Prata, São Francisco de Paula, Três Coroas, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Arroio do Meio, Encantado, Sobradinho e Candelária.

Manutenção de Instalações Penitenciárias

Um grupo de 20 apenados está focado na limpeza das sedes administrativas da Polícia Penal, atingidas pelas enchentes em Porto Alegre, além de outros locais como a 10ª Delegacia Penitenciária Regional, o Grupo de Ações Especiais e o Centro Administrativo de Contingência.

Produção de Itens Essenciais

Um item essencial na remoção de lodo é o rodo de madeira, com 11 estabelecimentos prisionais produzindo atualmente 1,4 mil unidades. A produção de camas de madeira também é uma prioridade, com uma meta de 235 unidades, das quais parte já foi entregue. Berços para bebês e fraldas também estão sendo fabricados para atender as necessidades dos desabrigados.

Cuidado com Animais

Os apenados estão igualmente preocupados com os animais afetados pelas enchentes. Nas penitenciárias de Canoas I, Ijuí, Osório, Caxias do Sul e nos presídios de Sarandi e Arroio do Meio, estão sendo construídas casinhas para cães, com 122 unidades já produzidas. Camas para pets também estão sendo feitas a partir de tecidos de roupas doadas em condições inadequadas para uso humano.

Alimentação e Vestuário

Outras iniciativas incluem a produção de roupas de cama e costura de roupas para desabrigados em parceria com a Universidade Franciscana. Na Penitenciária Modulada de Osório, foram produzidos pães e fatias de bolo para distribuição em Tramandaí. Em Lagoa Vermelha, sete mil bolachas caseiras foram distribuídas aos abrigados e voluntários em Muçum.

Com estas ações, a SSPS e a Polícia Penal não apenas contribuem para a recuperação das áreas afetadas pelas enchentes, mas também promovem a reintegração social dos apenados, oferecendo-lhes a oportunidade de participar ativamente na reconstrução e apoio às comunidades atingidas.

Ajuda a comunidades e instituições

Desde 11 de maio, a Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves tem prestado serviços de lavanderia e higienização de roupas de cama e vestuário do Hospital de Roca Sales, quando necessário. Para dar suporte às mães que perderam os enxovais na enchente, o Presídio de Júlio de Castilhos confeccionou e doou 22 bolsas e 22 necessaires para kits de maternidade da Associação dos Amigos do Hospital Universitário de Santa Maria.

“Temos diversas frentes de atuação, seja com os nossos servidores atuando no resgate de vítimas e no transporte de donativos, seja com a participação da mão de obra prisional na limpeza, na manutenção e na produção de itens que vão auxiliar as pessoas atingidas a enfrentar este momento tão doloroso”, afirmou o superintendente dos Serviços Penitenciários, Mateus Schwartz.

A Polícia Penal permanece mobilizada e atenta às demandas da população e dos municípios para prestar apoio nas atividades que podem ser realizadas com mão de obra de pessoas privadas de liberdade durante o período de recuperação do Rio Grande do Sul.

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