Em Washington, ministro Paulo Guedes sugere vender prédios de embaixadas

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Foto: Daniel Marenco - Agência O Globo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou nesta quinta-feira que controlar gastos é a grande prioridade do governo Jair Bolsonaro. Ele ressaltou que a estratégia passa pela reforma da Previdência , pela aceleração das privatizações e das vendas de imóveis do governo, para reduzir a dívida e, com isso, as despesas com juros, e pela contenção de despesas com salários do funcionalismo.

“Nós temos a dinâmica de uma sociedade aberta, uma democracia vibrante. A redemocratização não conseguiu privatizar, descentralizar e focar capital humano. Tivemos duas hiperinflações, administramos mal a transição. Quando o Executivo tentou comprar o Legislativo, acordamos o Judiciário” disse, ressaltando que não haverá nenhuma ameaça à democracia.

De acordo com o ministro, que participou de evento no centro de estudos Brookings Institution, em Washington, os períodos de hiperinflação foram uma “manifestação do excesso de gastos da ditadura”

“Na democracia, controlaram os preços, como faz a Venezuela. O aumento de gastos está nos bastidores. Faltou coordenação entre políticas fiscal e monetária”

Guedes prometeu que o governo vai “mudar a trajetória se privatizarmos”.

“Nós temos mais de R$ 1 trilhão em empresas estatais e mais de R$ 1 trilhão em 700 mil imóveis que pertencem à União. Até mesmo a embaixada aqui, muito bonita, comprada nos anos 1930. O embaixador, brincando, me disse que não custa nada, porque já está aposentado, mas eu disse: ‘Bem, podemos vender a sua casa ” contou Guedes, fazendo a plateia rir

Em relação aos servidores públicos, Guedes voltou a afirmar que “40% a 50% vão se aposentar nos próximos anos, e não vamos substituí-los”. No mês passado, o ministro disse que o governo não pretende realizar concursos públicos nos próximos anos, apesar da previsão de que muitos servidores vão se aposentar .

No evento, o ministro disse ainda que a reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro conta com apoio popular . Já sobre a reforma tributária, Paulo Guedes resumiu:
“Vamos simplificar quatro, cinco, seis impostos em um só”

O ministro disse ainda que, “economicamente, estamos num transição incompleta”.
“Não é razoável que a oitava economia do mundo seja a 126ª em facilidade de fazer negócios. A nossa meta é sair de 126º para menos de 50º lugar no ranking de fazer negócios no mundo até o fim do governo. O programa é muito simples, eu adoraria o que Thatcher e Reagan fizeram. Nós estamos abrindo a economia, uma economia liderada pelo mercado. Vamos reduzir o peso do crédito público na economia” anunciou Guedes.

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