CT do Flamengo não tinha certificado contra incêndio exigido pelos Bombeiros

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Parte das instalações do CT do Flamengo devastadas pelas chamas — Foto: Divulgação

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou nesta sexta (8), por meio de sua assessoria, que o Centro de Treinamento (CT) do Flamengo está em processo de regularização junto à corporação, o que significa que ainda não possui o Certificado de Aprovação (CA).

O documento final é emitido para atestar a existência e o funcionamento dos dispositivos contra incêndio previstos pela legislação. Os bombeiros também informaram que a ausência do certificado não significa que o local estava sem dispositivos de segurança, e sim que não era aprovado pela corporação.

O incêndio que causou a morte de 10 pessoas no Ninho do Urubu na manhã desta sexta (8) já está sob investigação na 42ª Delegacia de Polícia Civil do Rio de Janeiro (MPRJ), no Recreio dos Bandeirantes.

Segundo a assessoria da Polícia Civil, foi aberto um inquérito para apurar as causas do incêndio no CT do Flamengo, localizado em Vargem Grande, na zona oeste. As mortes confirmadas são de Christian Emério, Arthur Vinicius e Pablo Henrique, primo do zagueiro vascaíno Werley. Todos tinham entre 14 e 17 anos. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML).

O Corpo de Bombeiros foi chamado por volta das cinco da manhã para conter o incêndio que atingiu o alojamento enquanto os jogadores dormiam. Três adolescentes saíram feridos e foram encaminhados a hospitais próximos.

Os jovens foram levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Cauan Emanuel Gomes Nunes, de 14 anos, de Fortaleza (CE), e Francisco Diogo Bento Alves, de 15 anos, estão em estado grave.

Jonathan Cruz Ventura, de 15 anos, foi outro sobrevivente do incêndio. Ele foi encaminhado para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. A unidade é especializada no tratamento de queimaduras.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) disse à reportagem que deve entrar em contato com o promotor ligado à delegacia. As vítimas ainda passam por identificação.

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