Com 35 assassinatos, Bento Gonçalves tem ano mais violento da história

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Eucaliptos foi palco do homicídio do ano até o momento (Foto: Bruno Mezzomo)

A insegurança e o medo sentidos nas ruas estão confirmados em números: 2018 é o ano mais sangrento de Bento Gonçalves. Executado a tiros no bairro Eucaliptos no início da manhã deste domingo (16) Jean Carlos Paida, 23 anos entrou para a estatística histórica como a 35ª vítima de assassinato em um ano na cidade, um recorde que havia sido batido em 2017, quando 34 pessoas foram assassinadas.

Faltando pouco mais de três meses para encerrar o ano, o homicídio de Paida apresenta o perfil de vítima apontado pelas autoridades policiais como o mais comum: vítimas com diversas passagens, como por exemplo tráfico de drogas, homicídio, roubo e porte ilegal de arma. Com alcunha “Chacal”, natural de Chapecó-SC, ele era reconhecido por moradores do bairro por ser estilo “xerifão”, pois estava sempre armado nas ruas.

Segundo a ocorrência registrada na Delegacia de Pronto Atendimento, a Brigada Militar foi acionada às 5h15min, em uma travessa da Rua Ari da Silva, pois um homem havia sido alvejado com disparos de arma de fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito da vítima. Os peritos constataram que o jovem foi alvejado com dois tiros nas costas, na região do tórax, e mais um no braço.

Segundo a Brigada Militar, Jean Carlos Paida estava em prisão domiciliar e tinha antecedentes policiais em Santa Catarina por ameaça, disparo de arma de fogo, tráfico de drogas, lesão corporal. No Rio Grande do Sul, as passagens eram por homicídio, receptação, furto de arma, furto de veículo, roubo a posto de combustível e porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil investiga o caso.

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