OTIMISMO

CIC e CDL projetam crescimento de até 10% para economia caxiense em 2018

RICARDO DE SOUZA -     
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Apesar de Caxias do Sul iniciar o ano com uma queda de 0,6% na atividade econômica, os setores empresariais da cidade mantém o discurso de otimismo em relação ao desempenho para 2018. A projeção, neste momento, é de que a economia caxiense pode crescer até 10% ao final do ano. O número é ainda mais animador para a indústria, que pode chegar perto dos 20%.

Nesta terça-feira, a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) apresentaram o desempenho econômico de Caxias no mês de janeiro. Como é tradicional, o primeiro mês do ano não apresentou números empolgantes. O comércio, por exemplo, registrou uma queda de 22% na comparação com dezembro. Já a indústria manteve a tendência de crescimento, com o número positivo na ordem de 4,7%, assim como os serviços, com alta de 2,8% de dezembro de 2017 para janeiro deste ano.

Indústria prevê crescimento de até 20% e retomada nas contratações (Foto: Ricardo de Souza/Grupo RSCOM)

Segundo o Assessor de Economia e Estatística da CDL, Mosár Leandro Ness, a recuada econômica do comércio em janeiro não chega a interromper a sequência de retomada apresentada pelo setor nos últimos meses. “Se a gente ampliar um pouco a lente, nós vamos ver que no acumulado dos 12 meses nós estamos crescendo 6% [no comércio]. Nós tivemos uma quebra de mês para mês, mas não houve uma perda total”, pontua.

Ele projeta, ainda, que a economia caxiense pode crescer entre 8% e 10% no ano. “A expectativa é de que a gente tenha uma expansão na ordem de mais de 8%, o que seria um resultado extremamente positivo. Mas isso denotaria a recuperação, não só da economia, mas também do emprego. O emprego, que traz a renda, que traz o consumo…”, acredita.

O clima de otimismo para a economia como um todo é endossado pelo setor industrial. Segundo o membro do Departamento de Economia, Finanças e Estatística, Carlos Zignani, a projeção nacional é de um crescimento de 20% nas vendas para o setor de veículos leves e até 25% para os veículos pesados, como caminhões, ônibus e tratores.

Ele acredita que essa perspectiva, somada a outros elementos, pode fazer com que a indústria feche o ano com um crescimento de até 20%. “Em função de que estamos com o clima favorável para a agricultura, com o câmbio favorável, taxa juros em decréscimo, a economia mais otimista e a base que estamos comparando com anos anteriores, que foram bastante fracos, nós imaginamos um crescimento industrial entre 15% e 20% para o ano de 2018”, projeta Zignani.

Esse cenário otimista deve influenciar na criação de empregos. Para Zignani, uma parte dos postos de trabalho fechados durante a crise deve ser reaberto até junho. “Nos últimos quatro, cinco anos, perdemos 20 mil postos de trabalho na indústria. Então é a indústria que vai reaver esses postos de trabalho. Acreditamos em uma boa retomada de empregos já no primeiro semestre”, afirma.

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