Bom dia Brasil

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Acordar com a ressaca pós eleitoral, seja pela comemoração de quem ganhou ou pela lágrima dos que perderam, sempre é uma nova oportunidade.

As urnas eletrônicas, que desta vez parecem ter funcionado acima de qualquer suspeita, indicaram um caminho que a maioria do povo brasileiro deseja. Fora PT, fora Temer, fora PSDB e tudo aquilo que se tentou até hoje e que parece não ter resolvido o Brasil para a imensa maioria de seus cidadãos que trabalha muito, paga impostos exorbitantes e não vê serviços públicos equivalentes.

Vivemos um novo dia, um novo começo. É preciso mudar o rumo, gritaram 57 milhões de brasileiros. Muitos dos 47 milhões que não acompanharam a maioria ainda poderão se surpreender positivamente. Afinal, será que pode ficar pior do que está?

Jair Messias Bolsonaro não é o homem mais fino, mas é determinado e sabe onde quer chegar; não tem o estudo que se esperaria de um presidente, Lula Também não teve e FHC, mesmo com doutorado, decepcionou a tantos. Então, o diploma nem sempre te define. Ah, ele fala algumas bobagens, mas tem bom humor e bom humor mostra que o cara não é destituído de sensibilidade. Talvez o maior problema de Bolsonaro esteja na sua visão sobre comportamento das pessoas, e é justamente aí que muitos o admiram. Então, não fosse ele o novo líder máximo da Nação, não haveria problemas. Cada um tem seu senso do que seja moral e um comportamento social aceitável e o de Bolsonaro talvez seja o senso comum da maioria das pessoas. Mas quando o presidente externa algum preconceito isto legitima o preconceito de milhões de outros. Portanto, daqui para a frente cresce a responsabilidade e Bolsonaro parece saber disto. Sabe a tal liturgia do cargo…

Mas o que os brasileiros se preocupam de verdade é em ter um país que ofereça oportunidade de crescimento. Segurança nas ruas ou na sua casa; atendimento digno na saúde; uma reforma da previdência que não sacrifique só o trabalhador e que também não estrangule as empresas.

O Brasil precisa enfrentar sem polidez e com coragem a reforma política e o fim de privilégios de categorias encasteladas no Congresso, no Judiciário e em outros fortes seguros. Bolsonaro, espera-se, deve ser o homem determinado para tanto. O poder lhe foi outorgado.

Sobre oposição, é preciso consentir que os próximos dias ainda serão de algum ressentimento e troca de “gentilezas” entre um e outro lado. Entre os que veem no novo presidente o homem certo para este momento e aqueles que temem retrocessos na área comportamental. Só quem não deve ceder facilmente é o pessoal da carteirinha, aquele que carrega bandeira vermelha. Estes farão oposição sistemática, aquela mesma que sofreram nos últimos anos.

A maioria dos brasileiros, entretanto, deve seguir a vida torcendo para que este novo Brasil seja melhor do que está hoje. É o mínimo que se deve esperar e ainda é muito pouco. O ideal mesmo seria sonhar com aqueles domingos que começavam com uma vitória do Airton Senna de manhã, churrascão com a família tendo muita criançada se divertindo. De tarde aquele jogão com teu time vencendo e à noite jantarzinho romântico com a patroa. Afinal, sonhar não custa nada.

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