Autor do bordão ‘Isso non ecziste’, Padre Quevedo, morre aos 88 anos em BH

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Padre Quevedo participou de quadro no Fantástico Foto: divulgação/internet

O jesuíta espanhol radicado no Brasil, Padre Quevedo, morreu nesta quarta-feira (9), aos 88 anos. Ele será sepultado na quinta (10), no cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O jesuíta que tinha como nome de batismo Oscar González-Quevedo.

Padre Quevedo ficou famoso na década de 90, ao participar de diversos programas na televisão brasileira. Com o bordão entoado com um sotaque carregado “Isso non ecziste”, o Padre jesuíta renegava posicionamentos supersticiosos de religiosos e paranormais que afirmavam poder realizar milagres através de intervenção do além.

Suas ações de explicar fenômenos muitas vezes tidos como inexplicáveis e desmascarar farsantes lhe rederam fama, a qual lhe levou a diversos programas de televisão como Fantástico, Programa do Jô, Programa do Ratinho, Agora é Tarde, SuperPop, Tribuna Independente, Sem Censura, Programa Livre, De Frente com Gabi, O Estranho Mundo de Zé do Caixão, Programa Silvia Poppovic, QG Podcast, entre diversos outros, além de programas da TV argentina, espanhola e portuguesa.

O Padre demonstrava que na maioria dos casos, os casos dados como sobrenaturais se tratavam de truques de ilusionismo ou raramente eventos parapsicológicos que podiam ser explicados pela ciência. Seu sucesso lhe garantiu uma série na Rede Globo, dentro do programa Fantástico, chamado de “O Caçador de Enigmas” que foi ao ar nos domingos entre 02 de janeiro a 05 de maio de 2000, onde desvendava truques e fenômenos paranormais, refutando o que era falso e esclarecendo o que era verdadeiro.

Natural de Madri, na Espanha, o jesuíta se naturalizou brasileiro em 1960. Foi professor universitário, autor de 17 livros e colecionou uma série graduações: filosofia, teologia, humanidades clássicas, parapsicologia.

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