Professores condicionam fim da greve com fim do parcelamento dos salários

ROGéRIO COSTA ARANTES -     
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Professores devem ser recebidos pelo governo na quinta-feira (Fotos: divulgação)


Em greve há uma semana em protesto ao 21º parcelamento dos salários, os professores estaduais do Rio Grande do Sul realizaram uma manifestação em frente ao Palácio Piratini nesta terça-feira, dia 12, para exigir que o governo receba a categoria para discutir a pauta de reivindicações dos grevistas.

Os servidores afirmaram que ficarão acampados na Praça da Matriz, no centro da capital, até que sejam atendidos. Além de cobrar o governo, eles pressionam os deputados a votarem contra projetos do governo, como o que prevê uma limitação na dispensa de servidores públicos para exercer mandatos em entidades de classe.

Nesta quinta-feira, dia 14, à tarde, deve ocorrer uma reunião entre os professores, o secretário de Educação, Ronald Krummenauer, e o secretário da Fazenda, Giovani Feltes.

Para a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que mesmo que os educadores queiram voltar às escolas, o governo não possibilita as condições financeiras e psicológicas para isso, e afirmou que enquanto durar o parcelamento, a revê terá continuidade.

“Enquanto não cessar o parcelamento dos nossos salários, não retornaremos. Quanto mais o governo demorar para resolver esta questão, mais está colocando em risco o ano letivo. Quanto mais demorar para acabar com o parcelamento, mais tempo ficaremos em greve e mais dias terão de ser recuperados. Se não tivermos o fim do parcelamento e o pagamento dos juros que estão nos cobrando, não haverá recuperação”.

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