TENSÃO

Caminhoneiro de Caxias é assaltado e passa momentos de pânico no Rio de Janeiro

MAICON RECH
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Um caminhoneiro, morador de Caxias do Sul, passou por momentos de pânico e apreensão durante um assalto na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, na noite da última quarta-feira, dia 17. O crime aconteceu por volta das 22h.

Arieldo do Amaral Neitzke, 36 anos, há oito na profissão, foi abordado na região do Irajá, quando trafegava no sentido rodovia Presidente Dutra por indivíduos que estavam em dois veículos.

Arieldo foi atendido pela polícia em um camburão. Foto: (Arquivo Pessoal/Divulgação)

Dois bandidos armados saíram dos carros e abordaram a vítima. Eles obrigaram Arieldo a ficar deitado na cabine, sempre com uma arma apontada para a cabeça. Um dos criminosos assumiu o volante do caminhão e a todo momento perguntavam a ele, sob ameaças de morte, se o caminhão possuía rastreador.

Neitzke ficou refém dos bandidos até à 01h30min da madrugada de quinta-feira, dia 18, quando foi levado até a “Favela do Chapadão” na Zona Norte do Rio. Lá, retiraram a carga do caminhão. Depois, retornaram para a Avenida Brasil onde libertaram o trabalhador e o veículo.

Arieldo, em dado momento, foi colocado de joelhos em frente ao caminhão. Ele relata alguns momentos que passou nas mãos dos bandidos.

Trabalhador atua há oito anos como motorista. Foto: (Arquivo Pessoal/Divulgação)

“Essas pessoas que assaltam não se importam se tu tem família, se tu é trabalhador. Eles não se importam com nada. Eles tem coragem de matar, de judiar, de fazer o que for preciso por aquilo ali, entendeu!?”, salienta a vítima.

O motorista, natural de Pelotas, trabalha para uma empresa de transportes sediada em Farroupilha e mora no Distrito Industrial, em Caxias do Sul. Casado há 16 anos e pai de três filhos – um menino e duas meninas – reside há 10 anos na cidade.

Os bandidos roubaram R$780,00 dele além de um cartão bancário. Apesar de toda pressão e pânico, Arieldo não ficou ferido. A ocorrência será registrada na 27ª Delegacia de Polícia do Irajá.

Uma das pessoas que auxiliou Neitzke foi Márcio da Silva, morador de Belfort Roxo, o qual é amigo há oito anos. Esta é a primeira vez que ele sofre este tipo de crime.

Áudios dele no whatsapp, para amigos e familiares, mostram o tamanho do susto que o caminhoneiro sofreu.

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